Equalização – filtrar, cortar, aumentar.

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Sem dúvidas, equalização é uma das ferramentas mais poderosas na mixagem. Certa vez, um dos meus instrutores na School of Sound Recording em Manchester disse que se você acerta a parte da equalização e compressão, 95% do seu trabalho está feito. Hoje vou falar sobre a sequência mágica de filtrar, cortar e aumentar - vamos lá!

A forma da banda

Um equalizador paramétrico fornece controles de ganho, frequência e largura para cada banda que ele possui. Um quarto parâmetro é a forma da banda, e as três formas mais comuns são:
  • Filter (filtro): Um filtro corta tudo acima ou abaixo de uma certa frequência determinada pelo usuário. Existem high-pass filters, que cortam tudo abaixo de uma certa frequência, e low-pass filters, que cortam tudo acima de uma determinada frequência. Os parâmetros críticos de um filtro são frequência, declive e ressonância. Filtros por definição somente atenuam o ganho do sinal;
  • Shelf (prateleira): Esta forma é um pouco menos radical do que um filtro. Em vez de cortar todas as frequências abaixo ou acima de um certo ponto, um shelf meramente atenua aquelas frequências. Podemos modificar frequência, ganho e ressonância - e um shelf pode atenuar ou aumentar o sinal; 
  • Bell (sino): A forma mais comum, com os parâmetros de ganho, frequência e largura da banda. Esta forma também pode ser utilizada de forma aditiva ou subtrativa.
EQ 3 - Equalizador da Avid

A sequência mágica da equalização - filtrar, cortar, aumentar

Rotinas podem facilitar nosso trabalho bastante, e para a equalização muitos técnicos utilizam a seguinte ’sequência mágica’:
  • Primeiramente use filtros para limpar o sinal e tirar agudos e graves indesejáveis;
  • Depois use bandas do tipo shelf ou bell para reduzir o ganho de outras frequências que incomodam;
  • Por último aumente as frequências desejáveis usando bandas do tipo shelf ou bell.

Primeiro passo - filtrar

Filtrar os graves e agudos nos lados extremos do espectro das frequências audíveis ajuda muito na limpeza do sinal e pode melhorar a interação entre os instrumentos do seu arranjo. Filtros do tipo high-pass aplicado com cuidado no bumbo e no baixo limpam o sinal e evitam que o sistema de reprodução sobrecarregue. Um high-pass na guitarra distorcida pode melhorar a interação com o baixo. E filtrar agudos tira ruído e pode melhorar por exemplo a interação entre guitarra e voz. Mas cuidado - filtrando demais pode deixar seu som sem peso ou muito abafado.
Uma boa maneira de achar a frequência de corte certa é modificá-la até você ouvir uma mudança do timbre e depois voltar com o controle um pouco. Eu às vezes prefiro substituir um filtro com uma banda do tipo shelf para deixar o efeito menos intenso (especialmente nos agudos).

Próximo passo - cortar

Depois de ter cortado tudo que não precisa no lado direito e esquerdo do espectro de frequências é a hora de achar frequências que incomodam no meio. Por isso, você pode aplicar a técnica da varredura de frequências que eu discuto num outro post. A ideia é que cortar frequências que não combinam com a mixagem ou com o instrumento abre espaço para outros elementos na mix.

E só por último - aumentar

Depois de ter tirado todas as frequências indesejáveis podemos aumentar os aspectos desejáveis do som. Isso pode ser a presença da voz ou da guitarra (~2 kHz), o calor do baixo (~100 Hz) ou o impacto do bumbo (~60 Hz).
É isso por hoje - como sempre espero que você tenha gostado da dica.
PS: Meditate on this, I must.
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